quarta-feira, 3 de outubro de 2012

“Torna-te quem tu és"

Olá, leitores... Demorei, mas apareci. Eu estou com um problema, eu não tenho conseguido transportar/transmitir os meus pensamentos para fora. Eu me sinto tendo a ferramenta sem saber usá-la. E isso gera um acúmulo de conflitos internos. Acredito que forçando bem, exercitando, eu conseguirei voltar ao normal. Por falar em conflito, não é à toa que eu estou me esforçando para escrever este texto, óbvio, há sim, uma pulga atrás da minha orelha.

Quem nunca se pegou mudando? Quem nunca se pegou buscando a verdadeira personalidade/identidade? Quem nunca refletiu sobre as constantes mutações?

Eu sou contra a qualquer tipo de rótulo, quanto à personalidade. É fundamental que as pessoas olhem para dentro de si, que haja uma descoberta interna e que as pessoas saibam mais sobre elas, para que não haja uma ligação do próprio eu ao eu do outro, pois acredito que não há ligação, pois somos diferentes, isso é um fato.

A frase “Torna-te quem tu és", me faz questionar muita coisa, com relação à descoberta do verdadeiro eu, se é que ele existe mesmo. Parece difícil de entender, na verdade é, mas o importante é fazer com que as pessoas reflitam mais, então estou no caminho correto.

Sobre a frase, isso é um problema de dialética. Por exemplo, os existencialistas dizem que somos radicalmente livres, então se somos responsáveis por nossos atos, estamos sendo sempre nós mesmos. Já para os estruturalistas, tudo o que fazemos repete padrões anteriores, então estamos sempre "copiando" algo que já existia. Os filósofos clássicos dizem que somos autênticos quando agimos por pura consciência, já os psicanalistas dizem que o que somos de verdade está naquilo em que agimos movidos pelo inconsciente e que não cabe na estrutura da linguagem social... Tornar-se quem tu és depende de que ponto de vista tu adotas para classificar tuas atitudes...

Sermos quem realmente somos, e não representar a imagem que tanto querem ver em nós é despertar para a liberdade, porém isso exige uma postura nem sempre bem vista pela sociedade, além da responsabilidade de assumir o controle de sua própria vida, sem jogar nas costas de Deus, Diabo ou qualquer outro bode expiatório que seja.

Às vezes já se está tão perdido no meio da mídia e dos costumes tidos como "normais", que nem sabemos sermos nós mesmos. É preciso estar atento às verdades que vem de dentro, pois com elas também encontrará a coragem necessária para quebrar as prisões.

Complexo, não? Sugiro que reflita.


Desconsiderem os erros, quanto à escrita. Foi um desabafo! rs